Dostoiévski, Machado de Assis e o “Que fazer” do fim da servidão e da escravidão

Ana Carolina Huguenin

Resumo


No Brasil e na Rússia oitocentistas projetos modernizantes conviveriam com as heranças do trabalho servil e escravo. Enquanto no primeiro país parte da intelligentsia reagiria à Emancipação através do encaminhando de propostas revolucionárias – entre as quais aquelas apresentadas no romance “O que fazer”, de N. Tchernichévski –, no Brasil, parte da elite intelectual se engajou na propagação de teorias de cunho racialista e conservador. Em período de redefinições, na emergência de diferentes projetos de futuro e olhares reapropriadores do passado, dois dos maiores nomes da literatura de ambos os países – Machado de Assis e Dostoiévski – formularam contundentes expressões literárias a respeito dos contextos históricos nos quais se inseriam, marcados pela abolição, respectivamente, dos regimes de trabalho escravo e servil. Dostoiévski se envolveria em polêmicas, através do exercício literário e jornalístico, com a esquerda intelectual adepta da ação direta, os chamados “niilistas” russos. Machado polemizaria com os adeptos da modernização excludente, apoiada em noções biologizantes e sua aplicação à sociedade. Ambos os autores deixaram registros críticos e elaborações literárias das consequências advindas de diferentes processos abolicionistas.


Palavras-chave


Abolição; modernidade; História e Literatura; Dostoiévski; Machado de Assis

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DOI: https://doi.org/10.15175/1984-2503-20168207

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