O I Ano Internacional da Juventude (1985): A Argentina entre o global e o local

Alejandra Soledad González

Resumo


O primeiro Ano Internacional da Juventude (AIJ), organizado pela Organização das Nações Unidas em 1985, constitui um importante acontecimento do passado recente ocidental. Ainda que concentrado em um só ano, os fatores que o propiciaram e os efeitos resultantes remetem a um entremeado de processos de longa duração ligados às conjunturas que se desdobraram ao longo do século XX, no decorrer do qual os jovens conformaram-se em ator social maciço e protagonista. Neste artigo procuraremos desnudar alguns fios desta trama a partir da exploração de três escalas geográficas de práticas em torno da AIJ. Primeiramente, exploraremos as representações e biopolíticas juvenis construídas pela ONU. Em seguida, indagaremos a institucionalização da categoria juventude no marco da redemocratização da Argentina nos anos 1980. Finalmente, ao focar o I Congresso Multisetorial da Juventude Argentina, realizado na cidade de Córdoba durante o ano 1985, poderemos esboçar novas perspectivas quanto às visibilidades que se delineavam entre o global, o nacional e o local: por um lado, os distintos setores sociais (auto)convocados ao diálogo; por outro, a descrição-prescrição de uma agenda de problemas juvenis. O corpus documental estudado abarcou arquivos governamentais, jornais e entrevistas

Palavras-chave


Juventude; ONU; Argentina; representações; práticas

Texto completo:

PDF (Español (España))


DOI: http://dx.doi.org/10.15175/1984-2503-20168103

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 

Apoio:

 
 
 
 Indexadores:

 
 
Facebook: