Explosão na catedral: Poder, Cultura e Modernidade na América Latina

Marcelo Neder Cerqueira

Resumo


O presente artigo visa apresentar uma síntese de algumas questões chaves que dizem respeito à formação do campo intelectual latino-americano no século XX e que foram trabalhadas na pesquisa de doutorado Relações de força na passagem à modernidade na América Latina. Destacamos as questões suscitadas pela escrita ficcional e ensaística de Alejo Carpentier e pelas relações de força (política e cultural) presentes no processo de circulação e apropriação do Iluminismo na América Latina. Apresentamos uma análise daquele que consideramos o romance fundamental de Alejo Carpentier, El siglo de las luces, publicado em 1962. O escritor e ensaísta cubano pensou a relação epistemológica entre história e literatura comprometido com a renovação cultural modernista que ativou a crítica romântica em contraste ao modelo inspirado na física óptica newtoniana – confrontando, assim, o mecanicismo do entendimento da literatura como mero reflexo da realidade histórica ou social. Para Carpentier, a ficção deve ser compreendida como elemento ativo e construtivo da história. O reconhecimento da autonomia relativa, ou irredutibilidade da experiência estética (e do imaginário) em relação ao conhecimento científico da história, incidiu no reconhecimento dos saberes culturais afroamericanos e ameríndios contra o sentido civilizatório subjacente na concepção linear da história científica iluminista.


Palavras-chave


Literatura; relações de força; modernidade; América Latina; Alejo Carpentier.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.15175/1984-2503-201911202

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


URL da licença: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Apoio:



 

 
 
 Indexadores:



 
 
Facebook: