Eric Santner, “flesh”, soberania e arte: Dois corpos do povo ao sul do Equador?

Flávia Almeida Pita

Resumo


No presente ensaio pretende-se fazer da apresentação do livro de Eric Santner, The Royal remains: The People’s Two Bodies and the Endgames os Sovereingnty, uma linha guia para algumas reflexões sobre os temas desenvolvidos pelo Autor, na tentativa de ressignificá-los a partir de duas artistas brasileiras contemporâneas - a pintora paulista Rosana Paulino e a escritora mineira Conceição Evaristo, cujos trabalhos ecoam fortemente, em especial, o difícil lugar ocupado pela mulher negra brasileira. Em sua obra o professor americano investiga, através de pistas deixadas pela arte produzida no período de formação da modernidade, o modo pelo qual as sociedades pos-monárquicas, formuladas sob o signo da razão cientificista, da secularização, da eclosão do capitalismo e da ideia de autonomia dos sujeitos, e marcadas pelo poder disciplinar da biopolítica, enfrentam o processo de substituição da soberania monárquica pela soberania popular. Na condição de artistas que produzem, sob uma perspectiva eurocêntrica (adotada por Santner), a partir do olhar do Outro, Rosana Paulino e Conceição Evaristo acabam por revelar que a questão da soberania popular e do lugar que nela ocupa o povo ainda carece de um giro descolonizador, a suscitar novos olhares e reflexões.


Palavras-chave


Eric Santner; flesh; soberania; modernidade; descolonização

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DOI: http://dx.doi.org/10.15175/1984-2503-20179307

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