A improvável autonomia da criminologia: um giro histórico e metodológico

Dan Kaminski

Resumo


Construir a história de uma disciplina científica – nesse caso, a criminologia – é uma tarefa útil à memória e também ao posicionamento de seus protagonistas na atualidade. Para fazê-lo, os esforços empreendidos na área se servem, mais frequentemente, da utilização de materiais nobres: os grandes autores e suas principais publicações, ou os “grandes momentos” de ruptura, às vezes mais proclamados que reencontrados, aos quais se dará lugar, de maneira engajada, em uma primeira parte desse artigo. Esses materiais são de primeira importância, mas eles contribuem mais frequentemente para a construção de uma história “mundana”, que privilegia uma representação heroica (que valoriza os grandes nomes que teriam colocado a sua empreitada decisiva sobre a evolução da ciência) ou paradigmática (que organiza a história sob a forma de uma sucessão de eventos científicos maiores e que mostram uma evolução irredutível) da ciência. Longe de negar o valor próprio dessas duas maneiras de se fazer e contar a história, eu gostaria, na segunda parte deste artigo, apresentar um método alternativo e os seus resultados decorrentes. Mesmo para aqueles que não compartilham dos pressupostos cientificistas desse método, ele nos permite escapar às reconstruções lineares e cumulativas pelas quais “o tempo da história do pensamento é apenas o desenvolvimento de aquisições”. Ele nos permite também, baseando-se paradoxalmente em pré-requisitos positivistas, testar, a partir do olhar desses pré-requisitos, a autonomia científica do percurso criminológico.

Palavras-chave


Criminologia; historiografia; autonomia científica; periódicos científicos

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DOI: http://dx.doi.org/10.15175/1984-2503-20179201-pt

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