Cinquenta Anos do Golpe Civil-Militar: ordem cívica e ilegalidade no início do governo ditatorial no Brasil (1964-1965)

Cristina Ferreira

Resumo


O ano de 2014, alusivo aos 50 anos do golpe civil-militar de 1964, foi particularmente significativo para os estudos circunscritos na análise desse episódio político e seus desdobramentos. Inspirado nas disputas pelas memórias do golpe, o objetivo desse texto é elucidar as articulações políticas engendradas pelo governo do General Castello Branco, por meio da participação civil e militar nas comemorações do imediato pós-golpe e a celebração do primeiro aniversário da chamada “Revolução” (1965). No período subsequente ao dia 31 de março de 1964, a imprensa destacou a participação civil nas comemorações do pós-golpe e as manifestações públicas que se sucederam, com desfiles e carreatas nas principais cidades brasileiras. Além disso, os discursos predominantes reforçavam o anticomunismo, a ordem cívica e a proposição de caráter legal atribuído a um movimento civil-militar iniciado por meio de uma ação inconstitucional, que entrou para a história como “revolução”, apesar de sua evidente característica de golpe. Decorrido um ano, em 1965, a euforia inicial arrefeceu e a população não tomou mais conta das ruas, portanto, a comemoração mudou o tom e o destaque recaiu sobre a tentativa do governo de se autopromover na exposição de suas ações durante a gestão.

Palavras-chave


Golpe Civil-Militar 1964; ordem cívica; ilegalidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.15175/1984-2503-20179202

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