Rábulas e Bacharéis na Guerra do Contestado: Direito, polícia e conflito social (1912-1916)

Paulo Pinheiro Machado

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar a atividade das instituições e indivíduos ligados ao poder judiciário e à polícia antes e durante a Guerra do Contestado, conflito ocorrido no planalto catarinense, entre 1912 e 1916, que envolveu grande conjunto de agricultores pobres, posseiros, peões e tropeiros em suas lutas contra fazendeiros, o governo e a Cia. Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande. Num primeiro momento, serão analisadas as fontes judiciárias como meio de acesso a importantes informações sobre a vida, a política e as relações sociais e econômicas no planalto catarinense. Em segundo lugar, analisaremos a atuação de advogados, rábulas, delegados, promotores e juízes ao longo do conflito, tanto na mediação de assuntos políticos, como na atuação em processos criminais de lideranças rebeldes. Importante documentação cartorial e judiciária revela um conjunto de relações políticas e laços de parentesco e compadrio, que foram decisivos para se entender o desfecho de vários processos, com especial atenção ao episódio de ocupação rebelde da Vila de Curitibanos.


Palavras-chave


Guerra do Contestado; Poder Judiciário; processos criminais; polícia; Habeas Corpus

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.15175/1984-2503-20179101

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 

Apoio:

 
 
 
 Indexadores:

 
 
Facebook: