A família no contexto da Reforma Psiquiátrica

Flávia Figueira de Andrade Porto, Manuel Morgado Rezende, Miria Benincasa Gomes

Resumo


Este trabalho aborda a experiência familiar de cuidado com o adoecimento psíquico, incluindo suas concepções e manejos no contexto da recente reforma psiquiátrica brasileira. Como estratégia de análise dos dados e, com base na teoria das relações objetais desenvolvidas por Winnicott, este trabalho estruturou-se a partir de duas categorias: concepções e experiências do familiar cuidador sobre o adoecimento mental e a sobrecarga por este vivenciada. Os resultados da pesquisa apontaram: ambiguidade de sentimentos na relação com o membro em adoecimento psíquico; recorrência à internação como principal recurso nas situações de crise; desassistência ou ineficácia dos serviços de atenção aos familiares nos equipamentos públicos; e sobrecarga marcada por preocupações, medos e demanda de cuidado que ultrapassam as possibilidades do cuidador familiar. Concluiu-se pela necessidade de suporte às famílias de pessoas em sofrimento psíquico na rede pública de atenção básica e em saúde mental. Partindo da premissa de que as raízes da saúde mental estão na relação de confiança e de adaptação do meio as necessidades do sujeito em condições imaturas do desenvolvimento emocional, é compreensível que não só os usuários, mas suas famílias sejam acolhidas e “gestadas” por equipes multiprofissionais comprometidas com os princípios éticos e políticos da Reforma Psiquiátrica.


Palavras-chave


Saúde mental; reforma psiquiátrica; família; cuidador

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DOI: http://dx.doi.org/10.15175/1984-2503-20168306

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